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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

“O mundo como fábula, como perversidade e como possibilidade” nos “Castores Pirados”: Mas, e o Direito?


ângela frança de brito

<< “O mundo como fábula, como perversidade e como possibilidade” nos “Castores Pirados”: Mas, e o Direito?
Ângela França de Brito

Quando o Professor Milton Santos escreveu seu estudo “derradeiro”, “Por Uma Outra Globalização”, percebeu o quanto a chamada “prosa do mundo”, como bem identificou Foucault, poderia se auto representar ‘globalísticamente’ em seu contexto mais premente, que é o lucro obtido por meio da “prestimosa” ampliação, da mundialização dos negócios, a chamada Firma, termo usual no meio das pesquisadoras da área de economia, para caracterizar o agir capitalista com mínimos gastos, tecnologia homogeneizadora e pouco esforço, visando alto retorno de capital.
Sob a alegação do discurso das “benfeitorias” e da democratização do acesso mundial aos bens e serviços, sub existe a meta dos ganhos hiperbólicos por meio da implantação de uma indústria cultural nas Culturas e Civilizações locais, o que para Adorno representa um meio de usar a racionalização tecnológica como dominação e padronização de bens em série. O que destoa enormemente do normal processo de Recriação Cultural da Humanidade.
Justamente neste aspecto é que se torna possível, talvez, desvendar, quiçá compreender, o teor da “confusão”, segundo Santos, produzida pelos “novos materiais artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade (...) e a aceleração contemporânea e todas as vertigens que cria, a começar pela própria velocidade”. Teor este, que intenta de fato a imposição de quimeras como se verdade fora. Ou é.
Para corroborar com tais prenúncios, eis que em 1997, nos Estados Unidos surgem os “Castores Pirados – Angry Beavers”, uma série de desenho animado, cujos episódios tinham duração de, aproximadamente, dez minutos, criado por Micht Schauer, Keith Kaczorek, exibida pela Nickelodeon no período de 1998 a 2003. No Brasil, foi exibido inicialmente pela Rede Globo, entre 2007 e 2011.

Os “Castores Pirados”, são dois personagens castores, irmãos. Um deles, concentrado, pretensamente intelectual e supostamente requintado, chamado: Daggett; e o outro, Norbert, uma figurinha escrachada, sem muitas aspirações a ser tão “inteligente” quanto o irmão, e totalmente atrapalhado, entretanto, é o “bobo” que desconstroi a moral vigente, da moral que é dada como certa e inequívoca, que, no estudo de Juliana Leal Dorneles, sobre o palhaço e a pós-modernidade, serve como meio de acessar certa profundidade em um mundo onde a superficialidade exibida como profundidade nada mais é do que todo arcabouço montado para a produção e o consumo.
Porém, enquanto o “clown” de Leal Dorneles é o “avesso de si mesmo”, e como “elemento disfuncional nas sociedades e culturas, detêm a capacidade de manter-se a salvo”, de certo modo, justamente da superficialidade e massificação que lhe é imposta. É o contrário de Norbert Castor, que, ao invés de inteligente, demonstra como traço principal uma intensa mandriice, cujas ações atrapalhadas ao extremo demonstra o quanto de fato é um “cretino”, termo usado pelos meios da Psicologia e Psiquiatria no passado, o qual, na atualidade foi substituído pelo termo: “retardo mental leve”, ( que destoava de: “idiota e imbecil”, estes, respectivamente, significando retardo mental grave e médio) demonstrado, com mestria, no episódio “Tough Love, ou Amor Louco” (com storyboard de Kelly James), onde, Norbert confunde um crocodilo violento, com uma lagartinha pela qual, seu irritante amiguinho Bing o Lagarto, se apaixonou. E tenta, a todo custo, convencer o réptil a tornar-se namorado de Bing. Como consequência, sofre todo tipo de desventuras, dentre elas, terríveis mordidas. Em cenas, é claro, comum a esse tipo de produto, hilárias. É possível que Norbert, seja mesmo dotado de “retardo mental grave”. Porém, como saber, de fato qual o estado mental deste, se afinal ele é tão somente um personagem.
Em,“Tough Love”, é possível perceber a apropriação e disseminação de dados culturais reais, transformados pelo Mercado, em produto da indústria cultural, como por exemplo: A cultura dos lutadores mascarados mexicanos; o costume medieval de troca de lembranças em todo 14 de fevereiro, que, no continente europeu era, ou é, o período de acasalamento de dados pássaros, bem como outros símbolos culturais. Cuja perversidade da apropriação, superficialização, e usufruto tecnológico dos costumes alheios eleva-se ao ponto de no próprio desenho animado ter ainda referência aos elementos, já massificados, de alguns dos esportes preferidos pelos estadosunidenses, como baseball, e football.
Ou seja, além de vender o produto, existe no processo da fábula globalizadora a condição de “vender”, a preços altos, também a imposição de um modo de vida: O modo de vida já plastificado deles. De quem domina o Mercado. É a “lógica da perversidade”, pois, a partir das últimas décadas do Século XX, bem como, na primeira década do Século XXI, os conglomerados vêm demonstrando as fragilidades do próprio Mercado baseado na chamada “mais-valia” sem, contudo, ter a mais-valia como motor principal dessa espécie de novo capitalismo, cuja mão-de-obra sequer faz-se mais necessária para a obtenção do lucro. Até mesmo Marx e Engels não alcançaram o nível dos ganhos com tal limitação dos meios para a produção.
Dessa forma é que, quanto mais doenças novas e mais terríveis, como a SIDA, citada por Santos, mais se vende e fatura com caros remédios que os países que não detém essas tecnologias têm que se desdobrar para pagar os royalties às Firmas. Contraditoriamente, quando a Humanidade tem maior capacidade de resolver, pelo menos, grande parte de seus males está impedida de saná-los, porque custa caro. Muito caro.
Os aspectos sobre os elementos que compõem o processo de globalização, no estudo de Santos, quando contextualizados ao subproduto da arte que é o desenho animado, “Castores Pirados”, explorado pela indústria cultural, torna-se inteligível a partir do momento que desvenda a própria globalização, que para o Autor, nada mais é do que a “internacionalização do mundo capitalista”, uma espécie de extensão do desejo de obtenção de maiores e mais, muito mais, lucro.
A chamada técnica da informação foi imprescindível no Século XX para a intervenção interfronteiras, manutenção e formalização dos serviços e produtos a ser consumidos, não importando se quem consome inconscientemente, ou não, saibam o quanto custam às suas Culturas e Sociedades (além de suas economias, claro!). O preço do consumo, que, aquém do monetário, é a subserviência aos ditames estrangeiros, e não aos ditames estrangeiros, especificados antropologicamente por Hoebel e Frost, como nas invasões além-fronteiras de séculos passados. Nas quais, o imperialismo geralmente estava associado, a certa perda das tradições das culturas dominadas, bem como, da inserção da cultura estrangeira, que, apesar da exploração dos povos nativos (econômica, força de trabalho, e outras), ainda se tratava de Cultura vs. Cultura, no entanto, a partir do século passado, o discurso mudou de maneira a que as próprias culturas dominadas pela indústria globalizada passassem a aceitar a dominação de conglomerados, geralmente europeu, dos Estados Unidos e Japão (mais no início do Século XXI, também da comunista-capitalista China) cuja internacionalização dos produtos industrializados incluíram, e muito, a indústria cultural, e desta, produtos de grandes empresas como a Disney, Barbera, e dentre outras, as da Viacom.
A Viacom é um conglomerado de mídia, ou, “Video and Audio Communications”. Possui em todo Mundo, redes de televisão por assinatura, indústria cinematográfica e demais, se constituindo, pelo menos até o momento, como a quarta maior no ramo do entretenimento. Tem como subsidiárias a Paramount Pictures, a Comedy Central, a Bellator MMA, a MTV, e dentre outras a Nickelodeon. Que, como a Firma que se mostra, não quer saber que no Brasil, ou outros países, não existem castores ‘pirados’ ou não, nem se a psique humana comporta, de maneira a permanecer saudável, elementos cujas aspirações, moral, desejos, e herança cultural sejam diferentes das mentes das pessoas estrangeiras a serviço da indústria e do consumo. Não se trata do que as pessoas (mesmo vista tão somente como consumidoras) querem, trata-se do que “eles” querem impor aos demais. Aos demais países e povos.
O que requere outros aspectos além do econômico: É o político. O tempo real. A história real, a política real, o Direito real dos povos são ‘atropelados’ pelo chamado “motor-único”, que é a “mais-valia universal” que desintegra conhecimentos diversos, técnicas diversas, aspirações, desejos e possibilidades de desenvolvimento dos Povos a partir de suas próprias capacidades de recriação. Portanto, “Os Castores Pirados” foram ‘atirados’ aos povos como indicativo de alguma coisa que sequer existe nem mesmo no país de origem de quem os criou, os Estados Unidos, são de fato a representação do entretenimento global, portanto, Daggett e Norbert, os dois castores, bem podem, com toda sua CRETINICE, ser ao mesmo tempo elementos que aparentam ser a origem dos namorados, e ao mesmo tempo elementos que conduzem e “criam” toda a trama; podem ser os filhotes fujões de mãe e pai castores caipiras, e ao mesmo tempo transformarem-se em ultra cientistas; podem ser bons e ser maus. Podem ser e fazer o que bem quiserem. Porém, tudo dentro de um mundo todo especial, de um “mundo” produzido para o consumo global.
Neste aspecto, somente um processo da “unicidade da técnica”, o conhecimento (inda que superficializado) do Planeta, e o que Santos denominou “mais-valia globalizada”, pode explicar o fenômeno da “cretinização” das consumidoras e consumidores mundo afora. Sim, “consumidoras’, pois para os arquitetos da perversidade e da fábula não existem “Povos”, compreendidos como Culturas e Sociedades diversas, com origens históricas, deliberação, que são Elementos dotados de Direito.
É a fantasia. A fábula repetida ideologicamente de modo a que pessoas dos mais díspares lugares e origens passem a gostar e querer as mesmas coisas, imaginar que sabem das mesmas coisas, e dotar o Mundo do que Santos chama de “encurtamento das distâncias”, mas em verdade vem servindo como mola propulsora do distanciamento econômico, social, educacional dentro das próprias culturas que a reproduz, e consome mais e mais os produtos criados por umas poucas pessoas.
“Mas, e o Direito?”. Se insere em toda essa controvérsia (quicá, ‘demanda’, já que trata-se da “glutona” Firma, ou o que vier), tanto no contexto da Soberania Nacional, ou, o Direito propriamente dito, quanto no Direito Internacional, muitíssimo execrado pelo já “velho conhecido” Hobbes.
No Brasil, de Norte a Sul, tem uma diversificada, porquanto não tão lucrativa, tampouco não tão conhecida, principalmente mundo afora, gama de pequenos grupos, e indivíduos que faz da Arte em desenho animado seu modo de vida. Dentre estes, é possível destacar as indústrias de Maurício de Souza, da “Turma da Mônica”, que pode ser considerada uma exceção, inclusive, que exporta seu produto para alguns outros países do Mundo, dentre eles o Japão. Entretanto, não chega a ser a regra, pois o Brasil é uma das maiores fontes consumidoras mundiais dos produtos produzidos pelos conglomerados internacionais do áudio visual. Ou seja, para que um grupo brasileiro da área do desenho animado, especificamente, sobreviva, ou até mesmo, surja em seu próprio País, é deveras problemático. É provável que, por tal motivo, desenhistas brasileiras estejam sendo contratadas pela coisa global, para produzir produtos que depois retornam ao Brasil por intermédio da indústria estrangeira para aqui ser consumido e lhe render dividendos.
Existe ainda o agravante da hierarquização da produção dentro do próprio País, já que Rio e São Paulo dominam o mercado, pois, são também a porta de entrada, no Brasil, de toda ladinização global. “Sem Pena!”. O que resulta no fato de várias pessoas criativas dos demais estados brasileiros, ter que sair de suas terras, para vender sua mão-de-obra nesses lugares. Buscar maior alcance para sua arte, nos centros que distribuem e alimentam, no Brasil, a indústria global do áudio visual.
“Mas, e o Direito?”. Perpassa pelo processo de “fragmentação”, na qual o Professor Milton Santos, inclui entre as “perversidades da globalização”. Não somente as culturas locais são atingidas. Não é somente o modo de produzir, de criar, de desejar, é também o modo como as políticas nacionais são fragilizadas e submetidas a esse tipo de capital. E, quando a Política Nacional enfraquece, o Direito dos Povos também enfraquece, pois, no tocante às Leis de dado país ou existe a Soberania do país, ou o Direito torna-se apenas: O “direito”. E isso pode ser qualquer coisa que não o Sistema Constitutivo legislado e representativo do Povo, posto soberanamente para uma “comunidade política independente”. Observação essa, do utilitarista inglês Austin.
Nesse caso a maior “felicidade para um maior número de pessoas”, como garantia do Direito e da Soberania, não vem sendo ‘útil’ aos povos mais sujeitos à globalização. O que, possivelmente possibilitou, na Atualidade Brasileira, frente ao enfraquecimento da representação política, ao Direito recrudescer, positivamente, nos aspectos de ações fomentadas por dadas instituições jurídicas, devido principalmente ao clamor da Sociedade Brasileira. A qual, ao mesmo tempo que sofre a incidência da fragmentação de seus costumes e economia, vem exigindo outras coisas além do consumo.
E justamente o comportamento, de certo modo ‘globalizado’ (pois em muitos outros locais Mundo afora é perceptível ações que interferem na jogada perversa das Firmas), das pessoas no Brasil que agem de modo a que suas aspirações, que estão fora da chamada “hegemonia da racionalidade dominante”, possivelmente, faça surgir, em meios “inesperados”, desenhos animados como a “Turma do Xaxado”, na Bahia, cujo principal personagem é representativo de um tipo bem local, como as pessoas do Sertão Brasileiro. E mais ainda. Talvez, devido ao que Santos cita como: uma espécie de “incapacidade”, ou, “desinteresse”, existem pessoas individualmente ou em grupos, que “não é mais capaz de obedecer a leis, normas, regras, mandamentos, costumes derivados dessa racionalidade hegemônica”. Portanto, os próprios excessos da perversidade da globalização, vem dando “armas” para que, qualquer, pessoa, sendo conhecedora, detentora da técnica do desenho, ou não, possa comprar, em várias esquinas, no Brasil (e em outras partes do Mundo), artefatos tecnológicos que permitem filmar, fotografar, transferir, e dessa forma, produzir desenhos animados. Fenômeno amplamente divulgado na Internet. Ou seja: a “escassez”, produziu o apetite por novas “explicações” dos, chamados, “metedores da globalização”. Voracidade não mais atendida, pois, o “just-in-time” já foi apropriado pelas consumidoras. E o Direito na Sociedade, passa a ser Soberano de novo, inda que claudicante.
Ironicamente, no sentido grego desse termo, quando os chamados “donos da globalização” detêm dada estabilidade (ou pensam que detêm) de acesso ao Mercado, internacionalmente, pois já espraiou Mundo afora sua ideologia, é justamente, para o Professor Milton Santos, que transparece o cerne da mudança, ou, “as condições empíricas da mutação”. As contínuas emergências das massas, dessa espécie de mistura e inter-relações tanto política, quanto econômica nos âmbitos “intercontinental” e “intranacional” das populações. É quando tende a uma “verdadeira colonização do Norte”, (em se tratando do Hemisfério), com sua consequente “informalização”, e similares relações sociais dos chamados “países subdesenvolvidos do Sul”.
Significa dizer que a racionalidade hegemônica decresce a passos largos. O subemprego, a economia informalizada em maior ou menor nível, favorece o “reequilíbrio em favor da sociedade local”. Isso favorece também velhos e novos reencontros entre as pessoas, e dessa forma, favorece também o ancião costume, Humano e Aristotélico, do exercício da Política.
Ironicamente, quiçá também no sentido grego dessa palavra, atualmente existem páginas da Internet, nas quais, quaisquer pessoas podem desenhar, ao seu bel prazer, os personagens “Castores Pirados”. E nessas páginas de relacionamento social e artístico, é possível desenhar e inserir as figuras, sem pagar royalties. Inclusive porque, as possíveis alegações baseadas nos Tratados Internacionais de Comércio tornam-se quase impraticáveis nestes casos, devido às ações e inserções, que aproveitam-se da WEB, serem dotadas de incrível velocidade de uso contínuo, e locais diversos. Bem como alguns desses locais, no Planeta Terra, devido a questões políticas unilaterais, ser praticamente inacessíveis. Tente uma Viacom ‘da vida’, reclamar com base no Direito Comercial, que tais sites, blogs, vlogs, e outras coisas mais, têm como sustentação provedores localizados no Afeganistão, por exemplo. Ou nos virulentos territórios ocupados pelos infames ideólogos do Estado Islâmico. Ou até mesmo, politicamente, em locais mais “leves”: Tentem convencer a Rússia que, parte considerável de materiais que circulam na WEB, são oriundos de provedores daquele país.
Provavelmente, por situações emblemáticas, como as citadas acima, é que permite Santos dizer que a “globalização atual não é irreversível”. Afirmação, a qual, a priori, demonstra ser não muito crível, entretanto, sua justificação para tal afirmativa, reside no fato de que, para ele, a globalização é na verdade uma ideologia restritiva e superficial, pois baseia-se em “construções intelectuais fabricadas antes mesmo da fabricação das coisas e das decisões de agir”.
Portanto, a limitação, a perversidade, a fábula inibidora das ações e pensamentos do outro, é o seu ponto fraco, pois um pretenso futuro passa a ser visualizado pelas pessoas como algo também limitado ao que se apresenta no presente imposto pela já desgastada e insuficiente globalização. Ideologia monetária que se impôs inclusive às ideologias tradicionalmente políticas. Entretanto, a qual, nem por isso deixa de ser ditatorial e opressora, como descrito em Marx e Engels, pois, a ideologia que se impõe a outra ideologia, para se manter, tem que ser mais totalitária. Quase como a opressora personalidade do egocêntrico personagem Daggett “Dag Castor”. O irmão de Norbert, nos “Castores Pirados”.
Se para manter-se, o processo de globalização, o carro chefe da Firma, exige tempo, espaço e agir homogêneo, sustentado por uma ideologia que não possibilita outra perspectiva aos povos, se não a atual. Justamente é a falta generalizada, que além das camadas mais baixas da sociedade, atinge também as medianas. As doenças; a qualidade de vida periclitante, bem como o acesso a certas tecnologias. Assim como uma estonteante politização. Pois, até mesmo as pessoas mais carentes de acesso aos bens públicos ou privados, dão prova de sua humanidade ao se conscientizarem de que são seres dotados de Direito. São seres Políticos.
Essa “necessidade”, que, talvez, possa ser inserida como uma das respostas à pergunta: “você tem fome de que?”, da Banda Titãs, exibe-se como necessidades várias das camadas mais pobres das sociedades. Necessidades essas, que no Brasil Atual chegou às classes médias. Ao que Santos expôs como sendo uma variedade de coisas, a escassez pluralizada, que termina por atingir a todas, pois, o que foi necessidade ontem para dado grupo, no futuro próximo passará a não mais ser, e já ser a necessidade de outros grupos. E este processo, situado no espaço urbano, ou em espaços com pessoas diferenciadas convivendo, passa a ser o espaço de ideais inúmeros, e as mais diversas reações possíveis.
Ou seja: Atualmente, quando se intentam lograr o controle máximo, é justamente quando se faz, na sociedade, mais descoberta, portanto mais descontrole, mais contradição, e desse modo, é que, quem desejar se arvorar a recriar tipos tais como “Castores Pirados”, podem assim fazê-lo. E sem sair do seu quarto de dormir, ou de seu espaço de conforto. Seja em um apartamento no Caminho das Árvores, seja no seu barraco no Bairro da Paz (ambos localizados em Salvador, na Bahia, no Brasil). Ou, como mera distração, enquanto aguarda a aula do Professor Homero C. Gouveia, no quintal, com frondosa árvore, da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia. “just-in-time!”. >>

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leiam o livro de ângela frança de brito:
"crônicas de são salvador da bahia no século xxi" 

 


ângela frança de brito. salvador-bahia-brasil, 29/01/2018

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